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Como é um coffee break de dinâmicas de grupo para projetos socioambientais?

Por: Akwa Labs



Como garantir zero engajamento e baixa conexão entre os participantes de dinâmicas de grupo para projetos socioambientais? O temporizador está ativado. Você tem 60 segundos para escrever uma lista de possíveis respostas a essa pergunta.


Esse foi um dos exercícios, baseado nas ferramentas das Estruturas Libertadoras, que nos foi apresentado pela facilitadora de aprendizagem Cacá Rhenius no evento "Ferramentas de Facilitação e Dinâmicas de Grupo para Projetos Socioambientais".



O encontro, em formato de coffee break-workshop pocket de três horas, foi uma iniciativa da consultoria Conquista Socioambiental, que contou com o apoio de Impact Hub Floripa, rede de espaços de coworking e empreendedorismo; da facilitadora Carolina (Cacá) Rhenius; do facilitador Fernando Carlini Guimarães; de Pernilongo Films, produtora audiovisual; de Akwa Labs, equipe de produção de conteúdo, e de Bijajica Ecogastronomia, empresa de catering agroecológico.


Às 18h do dia 2 de março de 2020, começamos a chegar à Associação Catarinense de Tecnologia (Florianópolis) e a saborear as delícias do coffee break de Bijajica. Nosso grupo, heterogêneo, era formado por diferentes participantes (oceanógrafos, ambientalistas, contadoras, educadoras, empreendedoras de impacto, funcionários públicos, designers, comunicadores, estudantes, nutricionistas, líderes comunitários...), unidos pelo interesse de adquirir recursos que ajudassem na promoção de dinâmicas de grupo, no desenvolvimento de estratégias e na resolução de problemas dentro de projetos socioambientais.


"A confiança é um fator fundamental para cocriar em grupo", foi uma das frases iniciais do facilitador Fernando (@datapocketio), que deu lugar à dinâmica de check in do encontro: "A face do outro".


"A face do outro" foi um exercício lúdico em que nós, os participantes, nos movemos pelo espaço ao ritmo da música, com uma folha de papel em branco e uma caneta. Cada vez que a música parava, ficávamos frente a frente com outra pessoa, trocávamos com ela nossa folha de papel e desenhávamos uma característica do rosto que estava à nossa frente. Essa dinâmica nos permitiu que, sem necessidade de falar, começássemos a sentir confiança, a criar uma ligação mais íntima e a realizar uma ação em conjunto (neste caso, a ação de desenhar vários rostos), evitando a autocrítica e a exigência de perfeição.



Depois dessa introdução, Fernando nos orientou a sentarmos em uma roda e a nos apresentarmos brevemente conforme as seguintes perguntas:

  • Quem sou?

  • O que eu trago?

  • O que procuro?


Acompanhados por Cacá, todos assumimos uma série de compromissos relacionados à participação do encontro. Cacá assinalou, em linha com os princípios da Arte Anfitriar, que era importante começar a atividade com um acordo coletivo sobre como ocorreriam as relações entre os que ali estavam, abrindo espaço para que propuséssemos possíveis modificações ao acordo. Alguns compromissos, sugeridos pela facilitadora e válidos a esse tipo de dinâmicas em geral, foram: manter uma escuta ativa e empática; promover a liderança partilhada e a corresponsabilidade; ter algum objeto para passar a vez de fala.



Tudo isso sem perder de vista o fato de que, como salientou Fernando, "quem começa uma conversa define o tom da mesma" – premissa fundamental que o facilitador de uma dinâmica de grupo deve ter sempre em mente.


Uma vez estabelecidos o primeiro vínculo e o acordo coletivo, chegou o momento de abordarmos o contexto socioambiental com Camilo Pedrollo e Erika Rojas, que apresentaram brevemente a trajetória da Conquista Socioambiental e a sua participação em projetos de facilitação como a Coalizão Matopiba.


A Coalizão Matopiba é uma articulação multissetorial que envolve empresas multinacionais, instituições financeiras, organizações de terceiro setor e representantes de governo. Volta-se para a consolidação de boas práticas agrícolas e de gestão ambiental em propriedades rurais localizadas nos quatro estados da nova fronteira agrícola do país no Cerrado: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Na Coalizão Matopiba, a Conquista Socioambiental promoveu uma série de dinâmicas que permitiram uma discussão mais ampla e diversa entre os agentes participantes.



Com maior consciência das possibilidades oferecidas pelas ferramentas de facilitação em projetos socioambientais de alto impacto, retomamos a parte prática do encontro mediante a exploração de quatro propostas das Estruturas Libertadoras que, nas palavras de Cacá, "nos ajudam a cocriar e a aprender a partir da inteligência coletiva".


As Estruturas Libertadoras são 33 ferramentas, cada uma com um propósito (planejamento, engajamento, geração de ideias…), que convidam os participantes, através de perguntas, a abordar os desafios em equipe de forma flexível, simples e com resultados rápidos. Essas ferramentas, que podem ser ou não combinadas, oferecem um mínimo de estrutura e um máximo de liberdade.




As primeiras ferramentas que colocamos em prática, de forma conjunta, foram a “Triz” e a “1-2-4- all”, com as quais se disparou a pergunta do parágrafo inicial deste texto (Como garantir zero engajamento e baixa conexão entre os participantes de dinâmicas de grupo para projetos socioambientais?):


  • Dedicamos um minuto para a elaboração individual de uma lista acerca das condições que, na visão de cada um, não ajudariam na criação de um bom ambiente para uma dinâmica de facilitação;

  • em seguida, houve o tempo de dois minutos para que, com um parceiro, compartilhássemos nossas listas e somássemos nossas ideias;

  • após, durante quatro minutos, nos reunimos em quartetos para partilharmos novamente nossas listas e ampliarmos cada uma delas com as propostas das outras;

  • por fim, em dez minutos, compartilhamos, com todo o grupo, nossos insights mais reveladores.



A terceira ferramenta praticada foi a "Troika Consulting". Esse exercício consistiu em:



  • Num primeiro momento, formamos grupos de três pessoas;

  • em seguida, cada uma teve um minuto para partilhar um desafio associado à facilitação de atividades de grupo;

  • depois, houve um minuto para as outras duas fazerem perguntas e esclarecerem quaisquer dúvidas;

  • de quatro a cinco minutos, a pessoa que apresentou seu desafio deveria se virar de costas para que as outras duas discutissem o caso e gerassem ideias, sugestões, soluções;

  • finalmente, durante um ou dois minutos, após se virar novamente ao grupo, a pessoa compartilhou o que de mais valioso extraiu da experiência.

Essa proposta nos permitiu o trabalho de uma escuta ativa, sem a preocupação com olhares e gestos que podem ser emitidos quando recebemos comentários e sugestões. A partir desse feedback, pudemos avaliar novas possibilidades de soluções.


Para fechar o encontro, sentamos mais uma vez em círculo e, junto com Fernando e Cacá, colocamos em prática a ferramenta "15%" das Estruturas Libertadoras, a partir da qual compartilhamos nossos insights mais relevantes do dia e identificamos como e em que grau seria viável aproveitá-los na abordagem de nossos desafios atuais.


Essas três horas extremamente dinâmicas e didáticas nos permitiram a comprovação da existência de muitos recursos fáceis de serem aprendidos e implementados, com resultados tangíveis e rápidos, a fim de que grupos tenham autonomia e aproveitem sua criatividade e suas especialidades nas mais diversas demandas dos projetos socioambientais.


Saiba mais sobre os colaboradores que tornaram esse evento possível:


Cacá Rhenius= empreendedora em rede, mãe, facilitadora de aprendizagem e consteladora sistêmica. Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, em Metodologia de Estruturas Libertadoras e em Teoria U. Sócia da consultoria organizacional The forest.

Fernando Guimarães= designer, facilitador, especialista em Design de Experiências e fundador da Data Pocket. Adora criar aplicações de inteligência artificial para ferramentas de colaboração digital em dinâmicas de diálogo em grandes grupos (100+ pessoas).

Erika Rojas= bióloga, doutora em Biodiversidade e gerente de projetos na Conquista Socioambiental. Experiência acadêmica em Gerenciamento Costeiro, Botânica, Ecologia Vegetal e Ecotoxicologia. Comandou e organizou eventos, como o workshop acadêmico sobre Mudanças Climáticas, na UNESP, e Pint Of Science, em Florianópolis.

Camilo Pedrollo= biólogo, mestre em Etnobotânica e facilitador executivo da Conquista Socioambiental. Diretor Administrativo na empresa Amazônia Socioambiental, incubada no INPA, até meados de 2014. Especialista em Metodologias Participativas, como mapeamento comunitário, walk in the woods e grupos focais.

Organização e parceiros

Conquista Socioambiental: ideação e produção

Data pocket: facilitação do evento e design gráfica

Pernilongo filmes: conteúdo audiovisual

Akwa Labs: criação de conteúdos

Impact Hub Floripa: espaço e divulgação

Bija Cica Ecogastronomia: catering


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